quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
DesafioLG
domingo, 8 de abril de 2007
Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Ridículo? Talvez.
A Índia é um país predominantemente muçulmano. O Brasil é um país predominantemente fã de bundas. Basta ligar a televisão em um domingo à tarde para assistir mulheres seminuas, rebolando seus traseiros em frente à uma audiência disputada a tapas. Não estou exatamente por dentro das leis e costumes indianos, mas também não duvido nada de que o fato de uma mulher (muitas vezes, casada) aparecer na televisão com figurinos estilo Dançarina do Tchan renda algumas boas chibatadas em praça pública.
Falar dos outros é sempre fácil. Muito se reclama dos americanos, que não sabem que idioma se fala no Brasil, e que acham que Argentina é a nossa capital. É fácil lembrar-nos desses exemplos, porque são coisas que já praticamente nascemos sabendo. E é sempre os Estados Unidos que são a "vítima", já que eles são, ao ver do resto do mundo, o país mais egocêntrico que existe. Será?
Acredito que não. O "exemplo" que eles dão só é mais facilmente lembrado pelo fato de eles serem, de longe, o país mais exposto à midia. É fácil malhar os americanos, já que eles são sempre a bola da vez, eles são sempre "a face do mal", com seu presidente ligeiramente megalomaníaco e sua população ligeiramente obesa e relapsa.
Mas será que aqui, no nosso quintal, a coisa é diferente?
Nem um pouco - pra não dizer muito pior. Sim, pois nós brasileiros somos tão egocêntricos que os nossos amigos dominadores do mundo. Nós somos o "país do futebol", como se esse fosse o único, ou pelo menos o melhor esporte do mundo. (Isso pra não mencionar o fiasco da última copa.) Dizemos a quem quiser ouvir que "Deus é Brasileiro", sem nem ponderar o quanto essa afirmação é absurda.
Isso pra não citar o nosso Hino Nacional, que cita nossos céus límpidos, e os fatos de que nossos bosques têm mais vida, entre outras sandices. Talvez, quando ele foi composto, algumas dessas coisas fossem verdade... Hoje em dia, a poluição toma nossos céus - nos quais, só passarinhos voam; e o IBAMA assiste a vida de nossos bosques ser extirpada sem muito poder fazer.
E ai de quem mexer conosco! Qualquer matéria em tom pejorativo publicada em jornal ou revista estrangeira é motivo para nos fazer urrar, declarar guerras e boicotes ao país, xingar as mães deles e querer que o país deles se exploda! E enquanto isso nós nos deliciamos em apontar defeitos em George Bush, Tony Blair, Evo (Evil?) Morales, e em quem mais aparecer na nossa frente. Afinal, nosso presidente é perfeito, não é?
E quantos de vocês conseguem responder, sem consultar a fontes, a capital da Guatemala, e o idioma que se fala em Madagascar?
"Espalha para todos. Que todos os gregos reunidos saibam essa verdade. Que cada um deles examine sua própria alma.
E enquanto fazes isso, examina tua própria."
terça-feira, 27 de março de 2007
Até quando?
Até quando vamos esperar o planeta aquecer para nos preocurpar?
Até quando iremos deixar nossos irmãos mortos de fome?
Até quando iremos deixar nossos irmãos mortos de ateção?
Até quando vamos celebrar a falsa beleza?
Até quando deixaremos nossas mídias determinarem o que pensamos?
Até quando largaremos a vontade de ganhar mais e sentir menos?
Até quando falaremos de amor se não conseguimos compriendê-lo?
Até quando seremos infiéis, conosoco, com quem nos ama... com todos?
Até quando vamos deixar o sorriso de uma criança despedaçar-se?
Até quando permetiremos que o sonho de uma pessoa morra por causa da nossa arrogância?
Até quando vou colocar um texto novo? =D
Até quando a Jacky vai esperar por um novo post?
Perguntas sem respostas... uauahahuahuhauhaha
Abraços.
segunda-feira, 12 de março de 2007
sábado, 3 de março de 2007
Algo diferente.
Imagine que você é um pássaro. Um pássaro que não pode voar. Mas então chega um dia, em que você acorda no topo de uma imensa montanha, cercado por nuvens e pela luz do sol. A sensação é maravilhosa! O chão é macio, verde e gramado, o ar é morno, e em todo lugar, pássaros iguais a você estão voando e cantando. É simplesmente lindo vê-los voando pelo ar. Então você tenta. Você tenta voar, pulando e saltando, abrindo suas asas subdesenvolvidas pela primeira vez. O vento te pega, te jogando pelo ar sem nenhum esforço. Esse tipo de sensação é rara... você se sente como se pudesse explodir de felicidade. Você está sem peso, flutuando em um turbilhão de penas para algum destino desconhecido. Mas tão rápido quanto você subiu... o vento morre, e você começa a cair. De início é lento, você mal percebe que a distância entre você e o chão está diminuindo. E então você percebe. O horror e o medo agarram seu coração enquanto você começa a cair. Quando você chega ao chão, você não cai em um macio leito de grama... não. Você cai nas pedras, rolando pelo chão ressecado, amassando suas penas e quebrando seus ossos em cada impacto. Pelo meio do caminho, você consegue parar. Perguntas, emoções dolorosas, elas te consumem. Como pôde isso acontecer? Não, não é assim que funciona. O quê aconteceu? Eu fiz algo errado? Você nunca esteve tão confuso na sua vida. Mas, você quer tentar de novo. Há sempre uma nova chance, não é? Então você começa a escalar. É difícil... Em alguns dias você consegue subir... em outros você cai ainda mais. Mas você nunca se esquece daquele glorioso momento, o poderoso poder do vôo. Finalmente, você chega no topo. O solo ainda está verde, o ar ainda está limpo, e o sol te cumprimenta, seus raios abraçam seu cansado corpo. Você finalmente tem um momento para relaxar, para refletir; o ato de voar continua a atravessar seus pensamentos. Será que você deveria tentar novamente? De repente, uma canção chega aos seus ouvidos. Ela está vindo de uma nuvem de pássaro, mas uma diferente da de antes. De início você não os vê, mas a canção é tão forte, tão melódica. Os pássaros, eles aparecem tão rápido, voando perto de você em uma torrente de vento, te pegam de surpresa. A incrível massa de corpos e asas, a música enchendo o seu ser com uma sensação... que sensação. Você se lembra do seu primeiro vôo. Você está com medo. Você olha para os pássaros enquanto eles voam e vão embora, começando a desaparecer no céu, cantando para você, chamando-o para se juntar a eles. Essa é a sua chance de tentar de novo. Não há tempo para pensar... os pássaros já estão longe. Então... o quê você faz?
Você pula.
-Perri McCammon
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Drops Pós-Carnaval
Dia 14 se não me engano, nasceu a filha da minha prima(que é somente 4 meses mais nova que eu). Todos contentes, animados, satisfeitos, tudo muito bonito, tudo muito família, certo? Errado! Minha prima tem somente 18 anos, e isso não é certo! Fico pensando, se o meu filho tivesse nascido naquele dia 14, ele nasceria ofrão de pai. Ou pelo menos não conheceria o pai, que estaria louco e isolado do mundo.
Não estou aqui para escrever um texto que os façam pensar, mas sim para mostrar que algumas vezes o ERRADO é tão grosseiro, tosco e aparente que acaba sendo acatado com naturalidade. Quantas vezes vocês não vêem pessoas que matam, roubam, barbarizam e que quando são julgadas pegam aí 213432568475634658 anos de prisão e 3 meses depois vão para uma prisão domicilar!?
Absurdo? Sim! Mas é o normal! O errado é normal! O Anormal é uma pessoa querer lutar pelos seus sonhos, abrir mão de um emprego que paga bem para buscar uma qualidade de vida melhor, Anormal é o cara querer se dedicar a sua crença para melhor se entender.
Absurdo maior ainda é cometido nessa época, aonde muitos que não tem aonde cair morto ficam sonhando em brilhar na televião "defendendo" a sua Escola. Enquanto uns ganham muito dinheiro com isso tudo, outros morrem de fome! E isso ta certo? Não! Essa porra tem que mudar!
Exemplo começa por nós! Se quer ter direitos faça por onde! Não jogue lixo na rua, respeite o sinal, a faixa de pedestres... nós somos o futuro? Mentira! Somos o presente e daqui a pouco o passado. Temos que mostrar o exemplo para nossas crianças pequenas, temos que manter o mundo vivo até que eles possam arrumar a besteira que as gerações passadas fizeram e nós estamos tentando deter.
Paalam.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
~мoябidez
Ah, a morbidez do ser humano. E o cemitério que é a internet.
Recentemente, vagando pela intenet encontrei um site, cuja proposta era a de catalogar profiles do MySpace que possuam uma certa característica em comum. O MySpace, criado nos Estados Unidos, é a rede social virtual mais comum por lá, tem quase duzentos milhões de usuários (contra pouco mais de 40 milhões do orkut, haha). Um ponto comum entre as duas redes, e várias outras, é que elas não apagam perfis por inatividade. Sim, depois que você morrer o seu orkut vai continuar lá.
E é aí que entra o site que eu falei, o endereço é www.mydeathspace.com. Lá é possível encontrar "notícias" das mortes recentes de pessoas de 15, 16, 17...
Suicídios, acidentes, assassinatos, e muitos acidentes de trânsito compõem o a galeria de profiles. Não sei por vocês, mas isso me afeta.
Me afeta saber que aquelas pessoas ali não existem mais, que seus corpos estão em um caixão ou coisa pior. Me afeta saber da história de Ashley Martin, 15 anos, que foi morta pelo padrasto, e que teve seu corpo incinerado. Me afeta saber que o pai dela chorou quando teve que preencher um formulário que tinha a cruel questão:
"Filhos?"
É muito triste, muito triste mesmo, ler comentários como:
"Espero que você esteja em um lugar melhor..."
"Fico feliz que tenhamos sido amigos..."
"Tenho pensado muito em você ultimamente..."
"Sinto falta de andar de ônibus com você..."
"Feliz Dia dos Namorados"
"Sinto muito nunca ter te dito isso pessoalmente, mas você tem um sorriso lindo."
Conselho? Amem quem vocês amam. A cada minuto como se fosse o último. Porque uma hora, vai ser.
MyDeathSpace
http://www.mydeathspace.com/
Comunidade Profiles de Gente Morta
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=993780